
* imagem extraída de http://blogdosenviados.blog.uol.com.br
Pois é, quatro anos se passaram e estamos nós aqui às véspera de mais uma Olimpíada. Muito irá se falar. Os ufanistas de plantão exaltarão nossa esplendorosa nação, vibrarão com a vinhetinha da Globo: Brasiiiiiilllll, e acreditarão que o Thiago Pereira tem chances de bater o Michael Phelps; os mais cricas dirão que isso tudo é uma besteira e que só serve pra desviar a atenção de coisas mais importantes que estão acontecendo na política e na economia (como se fosse necessário um evento desses para a nossa "isentíssima" mídia manipular as notícias e a opinião pública). No meio dos dois extremos ainda existem vários níveis de espectadores interessados, porém com visões mais realistas, e creio estar em algum desses níveis.
o eu.Dentre essas manias existe uma que, já há algumas edições dos jogos, me deixa louco. Como já disse anteriormente não sou nenhum ufanista, porém se dissesse que não torço pelos brasileiros estaria mentindo descaradamente. Dentro dessa torcida um comentário recorrente nas transmissões, principalmente nas da número um em audiência, me irrita profundamente, é o famoso "já temos a prata". Caramba, o galego (ou a galega) treina uma vida toda pra chegar a uma final olímpica, vai disputar o maior título que um atleta pode ganhar, e o maldito narrador me vem com essa mensagem derrotista e contábil, fazendo somas em quadro de medalhas. Não estou querendo dizer que a prata não seja uma medalha honrosa, longe desvalorizar alguém que é o segundo melhor do mundo em uma determinada modalidade, mas, já que está na final, é óbvio que o cara vai dar o sangue pra levar o título. Então ver o maluco ganhar um semi-final olímpica e o débil mental do narrador me soltar que ele já tem a prata é algo deveras irritante.
Outra coisa que irritou neste ano, no que se relaciona aos jogos de Pequim, foi a questão do Tibete. Não vou nem entrar na discussão do regime chinês e do que acontece na região do conflito
, só me pergunto uma coisa: será que se os jogos fossem em solo estadonidense veríamos tantas celebridades e pessoas influentes criticando o país organizador e pregando boicote aos jogos? Creio que não. A sorte da organização, uma sorte mórbida aliás, foi as tragédias dos terremotos seguidos de inundações, acontecidas na China há alguns meses, que viraram o foco da imprensa mundial. Hipocrisias à parte, tudo indica que os jogos ocorreram normalmente.
Bom, nas próximas semanas estarei hipnotizado diante da minha TV, assistindo a maior competição esportiva do planeta, procurando todas as gafes do Galvão Bueno (o que, aliás, não me dará muito trabalho) e, é claro, torcendo pela nossa verde e amarelinha (exceto no futebol masculino). Aliás, minha hipnose em minha TV não será total, ou vocês acham que os jogos olímpicos não serão uma ótima desculpa para uma boa botecada por aí?
Bom, passa a régua e empresta um bafômetro.
Urubú.
minha infância quase todo mundo fumava. Um cigarro na mão era como que uma marca de que o indivíduo estava antenado com as tendências modernas, enfim, se fumava era uma cara legal, e quase todos se empenhavam em demonstrar isso. Existia até uma campanha publicitária, não me lembro do quê, onde a idéia era mostrar o pai e seu convívio sadio com seu filho, e uma imagem surreal para os padrões atuais se mostrava: o pai segurando o filho no colo e com um cigarro aceso baforando nicotina na cara do garoto.
m nosso país e, principalmente, aqui em terras paulistanas. Como moro na Vila Madalena, tenho várias opções botequísticas em um raio de ação que uma caminhada leve resolve, mas a maioria das pessoas não possui tal comodidade. Talvez os bares tenham que acrescentar uns quartos para abrigar seus clientes depois da bebedeira. Alguns já estão criando serviços de entrega de bêbados a domicílio (não me informei sobre o preço do serviço, mas não deve ser nada barato). As reuniões nas casas de amigos devem aumentar, o que, conseqüentemente, vai aumentar de forma proporcional o número de reclamações nos condomínios. Enfim, sem entrar na discussão da correção, ou não, da lei e da quantia das propinas aos policiais que aumentaram de forma exponencial, essa é uma lei pra mudar uma cultura e vai dar muito pano pra manga. Merece atenção.