quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Regras de trânsito

Depois de tempos morando em Santo André e trampando em São Paulo, tenho certa autoridade para observar algumas regras que transcendem as leis de trânsito. Confiram:

- Todo motorista de Pólo (como fica o nome do carro com a nova lei ortográfica?), Golf e Prisma são folgados;

- Todo condutor de boné se acha o dono da rua;

- Dá mais status dirigir um Fusca do que um Tuscon ou afins;

- Espertinhos conseguem passar na frente, mas 100m depois estão ao seu lado;

- A preferencial é sempre do motoqueiro. Por isso eles tem (sem acento, já adaptado) direito de chutar o retrovisor de quem se aventurar a trocar de faixa;

- Por alguma estranha razão, tem sempre um motoqueiro morto no seu caminho, ou próximo dele. E me absterei de fazer comentários sobre este tópico;

- Não adianta acender os faróis de manhã, como recomendado pela CET para melhorar sua visibilidade. Alguém sempre irá lhe avisar, achando que você está dirigindo desde a madrugada, e você terá que desligá-los para parecer simpático;

- CET nunca pune quem xinga sem razão, cola na sua bunda pra ultrapassar ou joga lixo pela janela, mas ai de quem passar a 51 km/h, num radar de 40 km/h;

- Fila dupla na frente de pizzaria ou escola é exceção à regra. Pode sempre.

Agora, tenho que ir. Meu carro tá parado na rua ao lado do bar e algumas pessoas estão sentadas confortavelmente no capô, tomando uma “breja” (tema para meu próximo post). Vou ficando por aqui, mas aceito contribuições.



Coca

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Beijo da Despedida

Essa não poderia passar em branco:

Toma essa seu cachorro!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Estatística

Estatística: a arte de enganar as pessoas com números.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Agora vai!


Mais um boêmio ilustre. Agora vai!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Maradona x Dunga

E Maradona assume finalmente a direção da seleção argentina de futebol.

Muita gente tem criticado, dizendo que é o mesmo erro que a CBF cometeu ao entregar pro Dunga o cargo na seleção canarinho. Talvez, mas a verdade é que ver Dieguito de volta a ativa será ótimo! Num mundo futebolístico cada vez mais sem sal o pibe de ouro chega como um tempero bem apimentado e promete trazer muito interesse e emoção por onde passar com sua equipe.

Só o fato de Maradona ter sido uns dos maiores jogadores da história do esporte bretão (pros hermanos o melhor) e de Dunga ter sido, no máximo, um jogador mediano, que por circunstâncias bem específicas e uma boa dose de sorte ter ganhado uma Copa do Mundo, já coloca muralhas diferenciais intransponíveis entre os dois. Além disso, Dunga, no cargo de técnico, é apenas mais um macaquinho amestrado com cara de mau da CBF e de Ricardo Teixeira, repetindo um discursinho ensaiado e previsível. Já Diego, como já lhe é peculiar, deverá dar muita matéria para jornais com entrevistas bombásticas e polêmicas, não se omitindo a dar suas opiniões sobre os mais diversos assuntos, de dentro e de fora da cancha desportiva.

Dunga é o almofadinha, o CDF da sala que faz de tudo pelo reconhecimento do professor, o puxa-saco do chefe que morre por um sorriso benevolente sonhando com uma promoção futura. Diego é o garoto encrenca, o moleque que cabula as aulas pra bater uma bolinha, o camarada certo na mesa do boteco falando bobagens ou afogando as mágoas. Maradona é o ídolo humanizado, como os deuses da tradição helênica, o que o traz para perto de nós, fazendo-nos admirá-lo mais e mais. Ao contrário, por exemplo, de nosso ídolo Pelé, que faz de tudo para manter uma áurea de virtuosidade que todos sabemos que ninguém suficientemente humano tem. Assim, cada incidente que o envolve traz consigo um escândalo manchando sua imagem de bom moço, aumentando a dor e o luto de suas viúvas que ainda guardam na memória os gols de anjo e os socos no ar.

Enfim, Maradona pode até não acabar se saindo bem como técnico, mas fará um bem, ou ainda, um favor enorme ao futebol, tão carente de figuras interessantes como ele.

Urubú

domingo, 26 de outubro de 2008

Pensamento da semana (ou dos próximos 4 anos)

O povo escolheu: São Paulo nas mãos do DEMo.

E seja o que deus quiser!


Urubú

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Maravilhas irritantes: um elogio a maledicência

Estava aqui pensando: como é bom que as coisas as quais odeio existam!

Sim, é verdade! Parece paradoxal? Incoerente? Não sei. Também achava, mas talvez não seja tanto.

Já reparam quanto tempo as pessoas perdem falando mal das coisas e, principalmente, das outras pessoas? Você mesmo, já fez uma auto-avaliação quanto a isso? Fiz um exercício desse tipo e vi que uso boa parte do meu tempo falando mal dos outros ou das coisas. Mas o mais interessante é que cheguei à conclusão que isso faz um bem danado. Alivia o stress, aguça o humor (mesmo que sarcástico), desfaz as tensões internas e o que é mais importante: dá muito papo nos botecos desse mundão de meu deus.

Você já parou pra pensar quanto tempo da sua vida você já dedicou criticando aquele cantor sertanejo ou descendo a lenha naquele funkeiro lazarento? Ou ainda maldizendo aquele mala pseudo-intelectual puxa-saco da sua sala que quer mostrar pro professor que está inteirado no assunto? Eu mesmo já esvaziei tulipas e tulipas de chopp descascando a sem graça da Ivete Sangalo e metendo o pau no irritantemente arrogante Arnaldo Jabor. Isso faz um bem danado! Imaginem se fossemos meter a mão na cara de todos os que não gostamos. O mundo seria infernal. Assim, nós aliviamos nossas raivas e descarregamos nossas pressões internas através desse ato de maldizer, que no fim é uma atividade social. Daria um estudo sociológico, hein: A maledicência como fator de interação social.

Mas é bom deixar claro que, apesar de ser ótimo maldizer as pessoas, deve-se sempre manter a boa educação e a elegância. Como nos ensina o mestre Ariano Suassuna, ao contrário do que nos diz o senso comum sobre a dignidade das atitudes, não é de bom tom falar mal das pessoas na cara. Afinal, não custa nada deixar ela virar as costas para dizer o que realmente pensa dela.

Enfim, hoje é dia de contradição. Não vou falar mal dos sertanojos, dos axezeiros, dos Arnaldos Jabores ou dos Humberto Gessingers da vida. Ao contrário, saudarei e brindarei suas existências. É graças a essas criaturas que minha vida tem mais graça e o papo botequeiro fica mais animado. Salve tais maravilhas irritantes!


Urubú