terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Fabuloso Mundo de Peter Pan localizado nas Terras Tupiniquins do Faz-de-Conta
No próprio Bar já vivemos nesse mundo, acreditando que os petiscos seguem todas as regras de higienização, que a cerveja está gelada, que as mulheres serão todas legais e compreensíveis quanto voltarmos para casa, que a conta estará certa, etc... etc... etc... Se neste local sagrado ocorre isso, imagine nas demais terras tupiniquins onde tudo não passa de uma fantasia (por sinal, será que é isto que faz o Brasil a terra do carnaval?). Alguns dias sob a garoa e a rotina sufocante de São Paulo eu consegui descobrir isso, vamos aos fatos (adoro listar os exemplos!!!!!):
- Na terra de Faz-de-Conta construída por Juscelino Kubistchek, onde os garotos eleitos que nunca crescem e vivem fazendo traquinagens, continuam colecionando CPIs e escândalos todos os meses. Nós, os outros garotos que não crescemos (apesar do Plano PAC do garoto Lula), deixamos de cobrar as ações necessárias para que os garotos eleitos fiquem de castigo. Você sabe o porquê disso? Para comentarmos e ficarmos apaixonados com os casos dos Pais que mataram a sua filha. Hoje o Brasil só fala disso, criou-se um romance em volta da tragédia que envolve somente os Pais, a Filha e a Polícia.
Os verdadeiros assuntos que precisam do nosso apoio são colocados de lado para fofocarmos sobre o assassinato e o mais novo lançamento da impressa feita por crianças: o “ídolo” Ronaldo (nunca achei que ele jogasse tanta bola!).
- As próprias CPIs são faz-de-contas, onde o perigoso Capitão Gancho não resolve nada e não pune ninguém. Você ainda acredita nelas?
- Onde achamos que as filas de idosos ou gestantes são necessárias (nesta hora vocês devem estar me xingando), mas se o povo criança tivesse um pouco de educação e respeito não precisaríamos de leis assim. Isso também vale para os idosos e gestantes que aproveitam a situação para terem uma vantagem sobre os outros. Quem nunca viu um idoso indo no banco pagar as contas para um amigo jovem ou uma gestante passando na sua frente com uma criança com mais de 10 anos no colo????? Peter Pan além de nos capturar, deixou todo mundo louco por uma traquinagem, a famosa brincadeira da Lei de Gerson!!!!!
- O próprio trânsito é uma imensa brincadeira de criança, com as regras embasadas na paciência e nas agilidades dos espertinhos em passar os carros a qualquer custo, nem que isso cobre a vida dele e a sua!
Bem, acredito que não temos mais solução, seremos para sempre crianças!!! Garçom passa a régua e vê quanto fica os refrigerantes (tubaínas é claro!), pois bebidas alcoólicas não são liberadas para crianças...
3M
terça-feira, 6 de maio de 2008
Monólogos solitários antes do último gole
Cidade de São Paulo, o cinza que cobre o céu e o asfalto, a fina garoa com poluição que escorre pelo cabelo, o stress do dia-a-dia a cada esquina, os semáforos tentando comunicação inutilmente, o sentimento de solidão entre milhões de pessoas que preferem morar no caos a de procurar outro lugar. Mas o que sustenta todo o bom senso antes que a própria população cometa um genocídio ou uma conversão em massa para alguma igreja, católica ou evangélica???? A resposta é simples e encontra-se abaixo dos meus tênis imundos: O Bar!

Todos os freqüentadores de bares são amigos mútuos antes de beber (imagem depois de alguns copos). Todas as divergências são discutidas sem nenhum problema (até mesmo a tríplice do mal: Futebol, Política e Religião), com argumentos sofisticados e criativos. Claro que no dia seguinte muitos não se lembraram de nada, a não ser da terrível dor de cabeça. Grandes pensamentos ou até a resolução dos problemas no mundo, do futebol, da igreja, de Israel e da Palestina serão apagadas com um simples ENGOV (nos próximos capítulos discutiremos este remédio do mal, criado pelo Capitalismo), mas quem se importa? No dia seguinte iremos ao mesmo bar e discutiremos as mesmas coisas e chegaremos a conclusões iguais ou diferentes (manda um ENGOV!!!!!). Isso é reflexão! O bar mantém o seu maior pesadelo longe. Acho que todos os donos de bares deveriam formar-se psicólogos ou sociólogos. Adeus a solidão!!!!!
Tudo ótimo, tudo bom, mas vamos para as in-reflexões. O bar não ajuda em nada à distância de alguém especial. Aquele alguém que tem nome, que tem o seu telefone, que já freqüentou a sua casa, que te ajudou nos piores e melhores momentos. O bar está cheio de pessoas, mas ao mesmo tempo está vazio. A cada hora que passa no relógio acima da bancada das bebidas a sensação de solidão o acompanha. Ninguém ali conseguirá criar soluções milagrosas ou pior, nem o ENGOV (ou milhares de Engovs) farão a sensação sumir... Pior, tudo no bar fará você lembrar a pessoa: as azeitonas pretas serão os olhos, as cervejas geladas serão os pés dela numa noite fria, as frutas da caipirinha serão seus lábios...
Podemos, ou não, encontrar as respostas em um bar na cidade cinzenta ou, se preferir, faça o que eu faria: “- Fecha a minha conta, que eu tentarei mais uma vez consertar as coisas do mundo ou do meu mundo!!!”
Obs: não se esqueçam de conferir a conta, pois nos momentos de in-reflexão, os donos dos bares tornam-se sádicos sem coração e cobram coisas que você não consumiu.
3M
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Campanhas eleitorais assinadas como Medidas Provisórias em mesa de Bar
Às vezes tenho um estalo e penso como os grandes líderes do século atual e passado conseguem criar as mais diferentes ideologias. Acredito, após várias discussões entre um ou outro copo de cerveja em bares situados nos bairros paulistanos, que não há como negar o fato... (suspense)... todas as ideologias nasceram ou nascerão em bares.
Vamos aos fatos históricos...
A primeira grande reunião (existiram outras, mas não há registro histórico na comanda de bar) para mudar o mundo começou próximo ao ano de 33 d.c. Em uma noite quente de Jerusalém, um grupo de homens cansados de pregar em vilas e mais vilas, resolveu parar em um boteco para tomar uma cerveja, ops..., um Choppinho de vinho e uma porção de pão. Vale ressaltar que um dos homens conhecido, como JC para os íntimos e para outros como Jesus Cristo, realizou mais um milagre na mesa, misturou o azeite com sal no pão, todos os apóstolos adoram a idéia e depois disso ninguém mais comeu aquele pão sem gosto algum. Esta parte não está escrito na Bíblia normal e sim, na Gourmet’s Bíblia, um livro que conta como foram os últimos jantares de JC antes da crucificação.
Neste jantar, JC depois de algumas dezenas de choppinhos e algumas cantadas bem fracas
Segundo fato histórico: Lênin. Os russos estavam cansados de serem enganados pelos países vizinhos que vendiam Vodkas com o mais baixo nível de qualidade. Lênin e seus amigos cansaram de sofrer terríveis enxaquecas com as Vodkas falsificadas. A princípio, eles, jovens e pacíficos russos, resolveram levar a reclamação ao Czar, que nem deu ouvidos aos plebeus, que voltaram para trás de alguma mesa de bar em Vladivoskovic (a mesa cidade do jogo do War) e encheram a cara. Entre um copo e outro Lênin teve uma idéia, criar somente uma Vodka, e depois criar um só carro, uma só nação (incorporando os países que falsificavam a bebida), etc... Nascia ali o SÓ cialismo. Dizem as más bocas, que Lênin queria apenas impressionar uma jovem horrorosa russa, que depois de uma dezena de Vodkas falsificadas virou uma jovem beleza russa.
Assim começou a revolução da URSS, atrás de uma mesa de Bar. A revolução deu tão certo que, anos depois, os admiradores de Lênin na Alemanha construíram um ‘Murro’ que dividia a cidade de Berlin em sua homenagem. Como??? O objetivo do ‘Murro’ era ajudar os cidadãos a aliviarem a “água do joelho” após uma rodada no Bar.
Não há como contestar os fatos históricos, todas as ideologias e revoluções começaram atrás de uma mesa de bar, que por fim criou outra revolução, O CAPITALISMO, pois tanto JC como Lênin tiveram que desembolsar uma boa quantidade de dinheiro para pagar as bebidas e os petiscos e por final enriquecer alguém...
A revolução não é sinônimo de fiado. E pode fechar a minha conta, por favor.
3M
sábado, 19 de abril de 2008
Resposta Anti-saudosista
Em primeiro lugar, tenho que deixar claro aqui que sou um saudosista inveterado, portanto em um jogo entre passado e presente, esse último nunca teria chances de vitória. Não, não nego que os avanços tecnológicos trouxeram coisas bem interessantes para a nossa vida cotidiana. Não nego também que muitas dessas novidades da ciência nos propiciam fazer coisas fantásticas , impensáveis há dez anos, como esta publicação online, por exemplo. Mas é essa mesma tecnologia que nos trouxe uma avalanche, ou para usar as palavras do meu parceiro de blog, uma ‘overdose de informações’. Para alguns, essa absurda abundância de informação representa a sua democratização, para outros porém, e como não poderia deixar de ser tendo a concordar com essa corrente, é uma demonstração do quão perdida esta nossa sociedade, atolada num lamaçal de dados onde as pessoas não sabem ao certo o que procurar. Mas não quero fugir ao assunto, então vamos lá.
Realmente temos mais opções de bares hoje, cada vez que saio à rua aqui pela Vila Madalena vejo um novo. Temos acesso a uma infinidade de cervejas importadas, dos mais diversos sabores, texturas e o diabo a quatro, bares temáticos pra cima e pra baixo, bar de futebol, de samba, de rock, sushi bar, bar brechó e sei lá mais o quê. Apesar de tanta especificidade nos temas, não consigo perceber uma identidade nesses lugares. Claro! pois identidade não é algo que se compra ou se faz com uma decoração, identidade se consegue com o tempo. E de todas essas novidades da moda, se espremermos bem, e darmos uma boa coada, não creio que restará muita coisa, muito mais opções do que havia ‘antes’. Afinal de contas o melhor boteco de São Paulo continua sendo o Bar Leo, com sua combinação perfeita entre o primoroso chopp, fabulosamente cremoso, e o inigualável sanduíche Polaco, e acho que 3M concorda. E os melhores lugares para reunir os amigos ainda são os tais bares ‘do Alemão’, ‘do Luizão’, ‘do João’. Então o passado abre o marcador.
O mesmo fenômeno do milagre da multiplicação que se dá com os bares, acontece com as baladas, leia-se aqui as baladas ‘boêmias malditas’, que acho que logo ficará claro de que tipo são. Pipocam novas casas como as que meu companheiro citou anteriormente, e realmente algumas delas valem muito a pena. Recentemente conheci a Berlin, na Barra Funda, e gostei bastante, apesar da maioria das bandas que tocam lá serem horríveis, com o perdão da franqueza porque estou longe de ser um grande músico. Mas elas estão longe de terem o charme das saudosas Retrô, Aeroanta e Madame Satã, onde já vi o sol nascer e os vampiros correrem para seus caixões para não virarem cinzas.
Quanto ao valor da música eletrônica, isso nem deveria merecer comentários, mas como não agüento omitir-me em face a tão grave assunto... ... ... ...sem comentários! Acho que fui claro, certo?
Pelo que expus até aqui, já dá pra se ter uma noção do que penso a respeito do terceiro tópico, música. A possibilidade de colocar seu trabalho no mundo e divulgá-lo livremente, sem ônus, que temos na atualidade, ao contrário do que poderiam pensar os entusiastas dessa nova forma de mídia, e desta vez incluo-me na turma dos modernosos, pelo menos para esse tipo de mídia não trouxe nenhuma revolução musical, nem no campo estritamente sonoro/estético, nem no campo ideológico. O que temos de mais representativo desse universo são fenômenos da chatice como “Cansei de ser sexy”, entre outros. Claro que temos coisa nova e boa, estava ouvindo umas coisas mais recentes da Nação Zumbi hoje, simplesmente fantástico! Mas é inegável a ‘entressafra’ auditiva que vivemos. Fora a enxurrada de bandas sem sal nem açúcar que nos empurram guela abaixo da gringa, é pouquíssima coisa que se salva.
Enfim, 3M explica muito bem em seu artigo o sentimento quanto as tradições sobre LP e K7 e o que era gostar de música entre 10 e 15 anos atrás. Compartilho quase que integralmente de tudo o que disse nesse campo, então apenas assino embaixo (neste caso, acima). Mas, ao contrário do seu desfecho, não sei se serei tão claro, pois apesar de todo esse meu discurso saudosista radical, gosto de conviver com toda essa lenga-lenga, com todo esse mau gosto e vulgaridade. Afinal, as cousas se reconhecem através de seus opostos, e quanto maiores forem as dores, maiores serão os prazeres.
Urubú
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Crônicas “inrevolucionárias (sic!)” do tempo passando!!!!
Vamos aos fatos,
1º item a ser avaliado: Bares
Hoje a cidade possui uma infinidade de bares prontos para servir os mais diferenciados clientes sedentos por álcool e mordomias. Não me lembro bem como era antigamente, mas sinto que todos eram iguais e com os mesmos nomes: Bar do Alemão, Bar do Luizão, Bar do João (não é jabá, mas vale a pena conferir este bar!!!!), além de todos servirem a mesma cerveja como o mesmo rótulo e o mesmo sabor (acho que era assim nos bares da antiga União Soviética) e os mesmos petiscos. Hoje temos mais de uma infinidade de bares como nomes mais que criativos e às vezes de difícil entendimento. Não que os bares do Alemão, Luizão, e João (olha ele novamente aqui!) tenham desaparecido, mas a modernidade chegou. Outro ponto forte para o descobrimento dos bares nos tempos atuais é que temos trabalho agora, facilitando um pouco o pagamento de uma bebida ou um petisco mais caro. Neste ponto, os bares do tempo atual são melhores mesmo devido à “tecnologia” e o nosso PIB.
2º item a ser avaliado: Baladas
Fomos criados na base de guitarras e mais guitarras, portanto as nossas baladas eram “muitas”: Black Jack, Aeroanta, Retrô e Der Temple (Madame Satã não existia no meu vocabulário na época), é só!!!!!!!!!. Além de ser uma época de muitas emoções, pois fiquem sabendo, não tínhamos carros e usávamos os ônibus para ir. Voltávamos às 5 da manhã quando o transporte iniciava a sua velha rotina.
Hoje, além do carro, temos muitos outros lugares como a Fun House, Outx, Inferno, CB, The Edge (depois de “velho” comecei a dar importância para a música eletrônica, já meu companheiro de site detesta!!!!) e muitos outros lugares que abrem e fecham todos os dias... Neste quesito: a época atual também é muito melhor.
Vejamos o placar: época antiga 0 x 2 época atual.
3º item a ser avaliado: Música: Não começarei o texto escrevendo sobre a época antiga, começarei pela outra ponta. Hoje temos milhares de lojas importando os discos e as rádios tocam quase que ao mesmo tempo os novos hypes dos EUA e da Grã – Bretanha aqui na terra tupiniquim. A internet disponibiliza zilhões de possibilidade de extrair informações sobre música ou propriamente a música (paga ou não, legal ou ilegal). Bem, então já temos o nosso resultado para este item, vitória novamente do tempo atual? NÃO!!!! Pelo menos para mim!!!! Para o meu companheiro, acredito ter a opinião dele (não sei qual é!).
Sinto falta de comprar aquele CD ou aquele LP e escutá-lo até estourar os auto-falantes, pois não existia uma avalanche de informações, eu tinha que dissecar até o último vestígio daquela gravação comprada, tirar cópias em K7 e distribuir aos amigos. Extrair informações das poucas revistas de música, escutar os programas Lado B e Gás Total da MTV ou o programa Clip Trip do Beto Riveira (o 1º clipe do Sepultura eu assisti neste programa! Era assustador o Jesus Cristo crucificado!). Tudo parecia estar ao nosso alcance, nada sairia do controle, teríamos até tempo para escutar os velhos clássicos do rock and roll.
Hoje não consigo lembrar nenhum nome de música dos CDs novos que comprei, ou estou com uma overdose de informação, ou estou ficando velho e com problemas de memória. Mas acredito que o segundo motivo esteja errado, pois consigo me lembrar de vários momentos marcantes de 10 anos atrás com poucos bares, poucas baladas, grandes aventuras e poucos CD’s.
Acredito que o item 3 empatará o jogo, pois tanto na balada como nos bares, nada melhor que reconhecer aquela música que só você conhece. A música está em todos os lugares, até em casamentos, funerais e propagandas políticas.
A minha conclusão é clara, não conseguiria curtir ou ficar maluco sem o passado, presente e futuro.
O lugar ideal não pode ser moldado e resta apenas uma coisa para fazer, me internar numa clínica de reabilitação e me livrar desta overdose de informações.
3M

